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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tecido epitelial glandular



  O epitélio glandular é formado a partir de epitélios de revestimento cujas células
proliferam e invaginam-se sobre o tecido conjuntivo subjacente, as glândulas vão ser formadas por um grupo especializado de células cuja a função é a secreção. Entende-se por secreção a produção e a liberação pelas células de um fluido contendo substâncias como muco, enzimas ou um hormônio. Existem dois tipos principais de glândulas:
Glândulas exócrinas: Mantêm sua conexão com o epitélio do qual se originou, formando ductos tubulares que transportam a secreção glandular para a superfície do corpo ou para o interior (lúmen) de um órgão cavitário.
Localização:
Podem formar órgãos isolados como: Pâncreas (insulina e glugacon) e Grandes glândulas salivares ou estarem localizados dentro de outros órgãos como: Glândulas sudoríparas e pequenas glândulas salivares.
Classificação:
Simples – com uma única porção ductal
Ramificadas ou compostas – a porção ductal se ramifica
Forma da porção secretora:
Tubulosa – a porção tem formato de um tubo
Alveolar ou acinosa – a porção tem formato esférico
Túbulo alveolar ou acinosa – longos ductos tubulares com porções secretoras arredondadas nas extremidades.
Quanto a maneira de eliminar a secreção
Holócrinas – o produto da secreção é eliminado juntamente com toda a célula, processo que envolve a destruição das células repleta de secreção. Ex: glândulas sebáceas
Merócrinas – a secreção é liberada pela célula por meio de exocitose, sem perda de outro material celular. Ex: pâncreas
Apócrina – o produto de secreção é descarregado junto com porções do citoplasma. Ex: glândula mamária
Aspecto morfológico – ácinos glandulares
Mucoso – com células coradas palidamente núcleo achatado na base da célula e secreção rica em mucopolissacarídeos.
Seroso – com células coradas intensamente núcleos esféricos tendendo ao centro da célula e secreção rica em proteínas.
Misto (sero-mucosa) – um ácino mucoso com um meia-lua serosa na sua periferia e secreção mista.


Glândulas endócrinas: a conexão com o epitélio foi obliterada durante o desenvolvimento, portanto não possuem ductos e sua secreção é liberada diretamente na corrente sanguínea, onde será distribuída para todo o corpo. A secreção das glândulas endócrinas contém hormônios.
São classificadas em:

Glândula tipo cordonal: as células se dispõem em cordões maciços anastomosados, entremeados por capilares sanguíneos. Ex: adrenal, paratireóide, ilhotas de langerhans.

Glândula tipo folicular: células se agrupam formando vesículas, constituídas por uma só camada de células, limitando um espaço onde a secreção se acumula temporariamente. Ex: Tireóide

Glândulas mistas: alguns órgãos podem tem funções endócrinas como exócrinas e um só tipo de célula pode funcionar de ambas maneiras.
Ex: Fígado - células que secretam bile através de ductos, também secretam produtos na circulação sanguínea.
Em outros algumas células são especializadas em secreção exócrina e outras endócrinas.
Ex: Pâncreas - as células acinosas secretam enzimas digestivas na cavidade intestinal, enquanto as células das ilhotas secretam insulina e glucagon no sangue.

Algumas imagens para visualização do epitélio glandular:











 

Tecido epitelial

Pode ser de dois tipos: Epitélio de revestimento e Epitélio glandular
 
Epitélio de revestimento

As células formam uma camada contínua revestindo uma superfície interna ou externa, com células mantidas por ligações comuns por pouca substância intercelular.
Uma superfície de cada célula é livre e, com frequência, altamente especializada e a superfície oposta apóia-se em uma membrana basal derivada do tecido conjuntivo subjacente, responsável pela irrigação do tecido.
Os epitélios de revestimento estão expostos a agressões físicas e infecções e atuam como camadas protetoras e as células danificadas são substituídas por novas por mitose intensa.
Todos os transportes vitais dos corpos se dão através do epitélio, por exemplo: alimento digerido, oxigênio, produtos de excreção e secreções e alguns epitélios são especializados no recebimento de estímulos.

Funções:
Revestimento de superfícies – Ex: pele
Absorção de moléculas – Ex: intestino delgado
Secreção – Ex: glândulas
Sensorial com percepção de estímulos – Ex: neuroepitélio olfatório e o gustativo
Contração – Ex: células mioepiteliais


Classificação dos epitélios de revestimento
Os epitélios de revestimento são classificados de acordo com o arranjo ou com a forma dos constituintes celulares.


Classificação baseada no arranjo celular:

a)  Epitélio simples: há uma única camada celular
Simples prismáticos – reveste mucosa do estômago e intestino
Simples cúbico – superfície de ovário e túbulos renais
Simples pavimentosa – interior dos vasos sanguíneos e linfáticos

b) Epitélio pseudo-estratificado: parece haver mais de uma camada celular, mas todas as células apoiam-se na membrana basal, formado por células prismáticas altas alternadas com células baixas. Reveste o interior das fossas nasais, traqueia e brônquios (com presença de cílios).

c) Epitélio estratificado: há várias camadas celulares e são classificados pela forma das células da camada mais superficial.
Epitélio estratificado plano – pele, com células superficiais planas impregnadas de queratina.

Classificação baseada na forma das células:

1. Epitélio cúbico: formado por células com diâmetros iguais e núcleo esférico.
2. Epitélio cilíndrico ou colunar: constituído por células que são mais altas que largas, com núcleo ovóide na sua base.
3. Epitélio pavimentoso: achatadas como ladrilhos e com núcleo achatado.
4. Epitélio de transição: constituído por células que mudam seu formato quando o epitélio é tensionado, variando de alto quando relaxado e baixo quando distendido.
É o epitélio que reveste a bexiga e outras partes das vias urinárias.
  

Agora algumas imagens para visualização do tecido epitelial de revestimento:



 
Epitélio simples cúbico

Tecido epitelial simples colunar ciliado


Sites que valem à pena dar uma olhada

Olá alunos, selecionei alguns sites que valem à pena dar uma conferida, pois poderão ajudar no estudo das lâminas:

http://www.pucrs.br/fabio/histologia/atlasvirtual/

http://antares.ucpel.tche.br/atlas/

http://www.micron.uerj.br/atlas/

http://www.cienciamao.usp.br/tudo/busca.php?key=atlas%20de%20histologia

http://www.icb.ufg.br/histologia/incapa.htm

http://www.histologia2.ufba.br/

Lâminas de Intestino Delgado




Intestino delgado
Estende-se do piloro do estômago até a junção ileocecal. Apresenta três porções: duodeno, jejuno e íleo. A característica marcante do órgão são as VILOSIDADES INTESTINAIS (evaginações da mucosa interna que aumentam em 10 vezes a sua superfície de contato).
Formado por túnicas (camadas) - Vilosidades formadas por tecido epitelial simples, circundada por tecido conjuntivo e sustentada por tecido muscular liso.
Com o auxílio de um microscópio óptico, uma lâmina permanente de intestino delgado de cobaia, permite a visualização dessas vilosidades e também com a ampliação das vilosidades ao microscópio revela que são formadas por células cuja a superfície também são dobradas, ou seja, as microvilosidades.


Luz do intestino ao centro, circundada pelas vilosidades intestinais





Ampliação das vilosidades, com as microvilosidades aumentando a superfície de absorção




Da esquerda para direita: Vilosidades formadas por tecido epitelial simples, camada de tecido conjuntivo e camada muscular


Imagem das vilosidades (em verde), por microscopia eletrônica. Imagem retirada da Internet.

Lâminas permanentes e a sua preparação


Para observação de tecidos por microscopia óptica, é necessário a lâmina permanente com o tecido preparado.
O procedimento mais usado é a preparação por cortes histológicos, onde os tecidos e órgãos devem ser fatiados em secções ou cortes histológicos muito delgados (finos) por meio de instrumentos de grande precisão chamados micrótomos.

Micrótomo (Imagem retirada da internet)

 Mas, antes de serem fatiados os tecidos e órgãos necessitam sofrer uma série de tratamentos que serão descritos a seguir:

Fixação
Para preservar a estrutura e a composição molecular o material deve ser tratado antes ou mais rapidamente possível para evitar a digestão dos tecidos por enzimas presentes no interior das células (autólise) ou por bactérias.
O tratamento é feito por substâncias químicas ou por métodos físicos (menos frequente).
Fixação química:
 Os tecidos devem estar em fragmentos bem pequenos para facilitar a penetração, estes são imersos em soluções de agentes desnaturantes ou de agentes que estabilizam as moléculas como: solução isotônica tamponada de formaldeído a 4% ou glutaraldeído, esses reagem com o grupo amina (NH2) das proteínas dos tecidos.



Inclusão
Após a fixação, para se obter secções delgadas no micrótomo, o fragmento de tecido e órgãos devem ser infiltrados em substâncias que proporcionem rigidez como: parafina e algumas resinas de plástico.
A inclusão é compreendida por duas etapas:

·         Desidratação: a água é extraída com banhos em soluções com concentrações crescentes de etanol (normalmente de etanol 70% a etanol 100%), após a desidratação o etanol deve ser substituído por uma substância intermediária (geralmente solvente orgânico) que é miscível tanto em etanol como no meio que foi escolhido para inclusão.
Obs: Para inclusão em parafina a substância mais usada é o Xilol

·         Clareamento: os fragmentos de tecido são embebidos e saturados com o solvente orgânico, assim ficando transparentes  

A seguir são colocados em parafina previamente derretida (normalmente 58-60°C), pois o calor causa a evaporação do solvente, que deixa espaços que serão preenchidos pela parafina.
O tecido embebido de parafina, após retirado da estufa torna-se rígidos, prontos para serem levados ao micrótomo e serem seccionados por lâmina de aço ou vidro, fornecendo cortes de 1-10 micrometros de espessura.
Os cortes são colados para flutuar sobre uma superfície de água aquecida, de onde são colados sobre a lâmina, aderindo-se a elas.

Coloração
A maioria dos tecidos é incolor e para que obtenha uma melhor visualização dos cortes histológicos, eles devem ser corados com corantes específicos, que se comportam como compostos ácidos ou básicos que formam ligações com os componentes do tecido.
Corantes ácidos: eosina*, fucsina, etc.
Corantes básicos: hematoxilina*, azul de metileno, etc.
(*combinação mais usada)
Componentes basófilos (só se coram com corantes básicos), pois estes contém ácidos na composição, como: ácidos nucléicos, glicosaminoglicanas, glicoproteínas ácidas.
Componentes acidófilos (só se coram com corantes ácidos), pois estes contém elementos básicos na composição, como: mitocôndrias, colágeno, proteínas citoplasmáticas.